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Garantir bem-estar animal na pecuária é responsabilidade de toda a cadeia

Medidas simples e muitas delas sem custos ou grandes alterações nas estruturas físicas, podem garantir o bem-estar animal da pecuária. Esta foi uma das conclusões do VI Fórum Internacional de Responsabilidade Técnica e Sanidade: Bem-Estar Animal na Produção, realizado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS na Expointer 2017.

A palestrante argentina Natalia Aguilar explicou que o estresse do animal a campo é percebido pelo sistema nervoso central. “Imediatamente ocorre uma resposta biológica, desencadeada por ações hormonais”, afirma. O resultado é redução no ganho de peso e queda no sistema imunológico. A especialista disse ainda que diferentes níveis de estresse podem ocorrer tanto no manejo a campo quanto nos criatórios em confinamento. “Muitas vezes reduzir a densidade nos confinamentos pode garantir lotes mais parelhos e saudáveis”, revelou.

Já a médica veterinária da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a uruguaia Stella Huertas Canén, falou sobre bem-estar no transporte de bovinos. Ela destacou que o Código Terrestre, disponível no site da OIE (www.oie.int) dispõe de três capítulos que tratam especificamente sobre bem-estar no transporte. Segundo ela, muitos erros cometidos podem ser facilmente evitados. “Entramos muito rápido nas zonas de fuga dos animais. Eles ficam muito assustados. O uso de cães não treinados no manejo também deixa os bovinos estressados”, afirma. Conforme Stella, um dos principais erros cometidos no embarque e transporte de animais é a falta de treinamento e capacitação. “O momento do embarque é muito estressante. Se as pessoas não estão capacitadas e não têm noção básica de como trabalhar com os animais podem colocar tudo a perder. Três anos de trabalho podem ser perdidos em 24 ou 48 horas, no aparte e transporte dos animais”, alerta.

O médico veterinário e consultor internacional Leonardo de La Vega falou sobre bem-estar animal e qualidade de carne no abate de bovinos. Segundo ele, “hoje não se faz mais bem-estar animal para nichos, como foi no começo. Atualmente a adoção destas práticas faz parte do procedimento padrão de indústrias e poderá se tornar, em alguns anos, uma nova barreira para acesso a mercados internacionais”. A chegada dos animais na planta frigorífica é um momento de grande estresse que, conforme Vega, pode provocar perdas na qualidade da carne, elevando PH e reduzindo a vida útil do alimento. “Aproximar o veículo da plataforma de desembarque, evitando qualquer vão, é uma medida simples com grandes resultados. Quando o desembarque é noturno, posicionar as luzes por trás do animal, de forma que seu caminho fique iluminado também garante um desembarque calmo e tranquilo”, informa.

Mais de cem pessoas acompanharam o evento, realizado na Casa RBS na Expointer. Além disso, o Fórum teve transmissão ao vivo pelo Facebook do CRMV-RS e alcançou mais de 2,7 mil pessoas. O presidente do Conselho, Rodrigo Lorenzoni, comemora os resultados das apresentações. “Tivemos um debate de alto nível, com público importante, que contou com produtores, médicos veterinários, zootecnistas e lideranças, mostrando a relevância do tema escolhido para a Expointer 2017”.

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Data de Publicação: 06/09/2017 às 14:00hs
Fonte: Assessoria de Comunicação
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