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Fumicultor serrano encerra colheita e espera por boas vendas do tabaco

Enquanto os fumicultores da região baixa do município já têm o milho da resteva plantado e estão comercializando o tabaco, os da região serrana do município estão aos pouco, encerrando a colheita. Isto ocorre porque eles plantaram o tabaco a partir de meados e fim do mês de setembro e outros ainda, durante o mês de outubro. Com isso, as estimativas é de que eles encerrem a colheita no fim de fevereiro, principio do março, quando então plantam o milho e outras culturas na resteva.

Moradora de Linha Cachoeira, a família de Alexandre e Lorena Wink, está entre os fumicultores da região serrana que devem concluir a colheita - iniciada em meados de dezembro de 2017, até o fim deste mês. Em parceria com o filho Jonas Wink, e sua esposa Regina Elsenbach, o casal tem plantado 68 mil pés nesta safra.

Qualidade

A qualidade do tabaco, segundo Wink, é excelente e ele atribui isto ao clima favorável, com chuvas bem distribuídas em todas as fases do tabaco. Além disso, não registra quebra ocasionada por intempéries, pois quando da ocorrência do temporal no fim da tarde do dia 1º de outubro último, ele a recém havia concluído o plantio. Após encerrar a colheita, Wink vai implantar a adubação verde nas lavouras de tabaco para depois plantar o milho na resteva. Esta prática melhora as condições do solo e isto também influi na qualidade do tabaco.

Wink estima que em meados de março vai conseguir se dedicar a classificar o tabaco para comercializá-lo e, como houve uma acentuada quebra ocasionada pelo temporal do dia 1º de outubro, ele vive a expectativa de vender bem o seu produto e espera que as fumageiras comprem dentro da classe e paguem o preço justo. Ele recorda que houve safras em que as fumageiras compraram o tabaco no seu galpão e que as vendas ocorreram de acordo com o que foi firmado no ato da venda. 'Isto realmente ocorreu e agreguei um bom valor ao meu produto', resume.

Fonte de renda

Na terra própria de 18,5 hectares, o tabaco é a principal atividade e fonte de renda da família Wink, aliada com a produção de pinhão - em torno de 1,5 mil quilos por ano. Segundo Alexandre, hoje, mesmo que quisesse, seria muito difícil trocar a matriz produtiva, pois ainda não existe uma cultura que proporciona a mesma renda num hectare de terra. 'Por mais que combatam, o tabaco ainda é o nosso carro-chefe e única cultura que garante uma boa renda na nossa propriedade, que é pequena', frisa. O fumicultor acrescenta que, mesmo que quisesse investir em outras culturas, como soja e milho por exemplo, isto não é possível porque a sua propriedade é pequena e acidentada, além de muito pedregulho, o que impossibilita a mecanização.

Para preparar a terra para o plantio do tabaco e do milho da resteva, Wink utiliza equipamentos de tração animal e, dependendo do serviço, contrata um vizinho que tem trator. Acentua que as revendas de máquinas e implementos agrícolas já o visitaram diversas vezes, querendo vender um trator. 'Não me adianta comprar um trator porque os serviços na minha propriedade não são muito significativos e não me adianta fazer um investimento como este, que vou levar o resto da minha vida para pagar. O que eu gasto por ano contratando os serviços do meu vizinho, é bem inferior ao valor de uma prestação de um trator', observa.

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Data de Publicação: 26/02/2018 às 17:00hs
Fonte: FOLHA DO MATE
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