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Fertilizante orgânico avança na agricultura

Tendência na agricultura brasileira, o segmento de fertilizantes orgânicos está crescendo em ritmo acelerado, embora ainda represente apenas pequena fatia da receita total do setor no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), isoladamente, tanto os adubos quanto os produtos agroecológicos registram um bom momento. A combinação dos dois segmentos, que gera a fertilização orgânica, cresceu 20% em 2015 sobre um ano antes, para R$ 5,2 bilhões - o mais expressivo. Os números de 2016 ainda estão sendo consolidados, mas depois da forte expansão um ano antes, a estimativa é de aumento anual na casa dos 13%.

"Os segmentos de orgânicos e organominerais estão crescendo em um ritmo mais interessante que os demais. Existe demanda de quem precise regular a questão ambiental na propriedade, procura vinda de fundos e empresas de fora especificamente para estes setores", disse ontem o presidente da Abisolo, Clorialdo Roberto Levrero. A associação atua também nas áreas de fertilizantes foliares, biofertilizantes, mineralizadores, condicionadores de solo e substratos de plantas.

Os foliares representam a maior parcela do mercado, com 70,5% do faturamento registrado em 2015. Na sequência, estão os organominerais com 14%. Condicionadores de solo e orgânicos respondem por 8,5% e 4,1%, respectivamente. "O maior número de empresas abertas registradas no Ministério da Agricultura no ano passado também foi nos orgânicos. Eles ainda são pequenos, mas é uma tendência. Esperamos que aumentem o espaço na associação e no mercado como um todo", justifica Levrero.

Ainda sobre os orgânicos, a matéria-prima utilizada na produção feita no estado de São Paulo é livre de Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), em atendimento a uma demanda da associação. O mesmo vale para substratos e condicionadores de solo, que antes não eram reconhecidos como insumos agrícolas.

Mercado

O conselheiro fiscal da Abisolo, Gustavo Branco, pondera ainda que a variação cambial não foi o driver de crescimento do setor. "Estamos vindo de uma sequência de crises, hídrica, institucional, política e econômica. Ficou escassa a disponibilidade de recursos a longo prazo e o que, de fato, aconteceu além da elevação no plantio foi uma tentativa de recuperação de produtividade", acrescenta o executivo.

O cenário para o setor de fertilizantes em geral, com os nitrogenados nos menores patamares dos últimos anos, abre precedentes para ampliação da concorrência nas tecnologias aplicadas no solo. A exemplo disso, os dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostram que o Brasil bateu recorde nas entregas realizadas em 2016, com 34,08 milhões de toneladas e abriu 2017 na mesma intensidade: avanço de 23,6% em janeiro, na variação anual. "Tudo indica que o ano de 2017 vai ser melhor ainda para o mercado", comenta Branco.

Na última segunda-feira (20), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse para jornalistas, durante evento de lançamento do plano de desburocratização do agronegócio paulista, Agro + SP, que uma das principais demandas nacionais do setor estava relacionada ao rótulo dos produtos agropecuários. Problema este que é um dos grandes gargalos do segmento de nutrição vegetal, conforme representantes do agronegócio.

"Do ponto de vista prático, as exigências estão cada vez mais rígidas. Temos dificuldade em atender todas as esferas e colocar as informações necessárias no rótulo disponível. Estamos aderindo a bulas para poder atender a exigência", afirma o diretor de relações institucionais e comunicação da Abisolo, Anderson Ribeiro.

A crítica ao sistema brasileiro é de que boa parte das informações exigidas não serão utilizadas pelo agricultor ou seus técnicos. Na opinião de Anderson Ribeiro, trata-se de um problema global que ocorre com frequência na Europa, por exemplo, criando custos excedentes para as empresas.

 

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Data de Publicação: 22/02/2017 às 12:00hs
Fonte: DCI
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