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Feira de Produtos em Transição Agroecológica representa oportunidade para trabalhadores rurais

Cultivando o empoderamento

A manhã ainda não havia chegado à metade quando seu Armin Beh comemorava: todos os produtos apícolas trazidos à Feira de Produtos em Transição Agroecológica na Embrapa Pantanal foram vendidos. Ele foi um dos participantes do evento realizado neste dia 02, sexta-feira, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A iniciativa reuniu agricultores do Grupo Bem Estar (que trabalham com alimentos livres de produtos químicos), do assentamento 72 em Ladário (MS), da Associação de Apicultores do assentamento Taquaral e das mulheres da comunidade tradicional de Antônio Maria Coelho.

O chefe geral da Embrapa Pantanal, Jorge Lara, afirma que a feira na unidade de pesquisa representa mais um espaço em que pequenos produtores e a sociedade podem interagir. "É muito importante estimular esse tipo de contato entre eles, principalmente envolvendo a questão da agroecologia – que agrega valor aos produtos", diz. "É uma forma de integrar a nossa equipe de pesquisa e desenvolvimento à realidade dos produtores. Assim, trabalhamos para desenvolver técnicas de plantio mas também colaboramos com a comercialização dos alimentos, fechando uma cadeia social e de produção agrícola".

Os produtores

Adalgiza de Oliveira, uma das coordenadoras do Grupo Bem Estar, conta que as espécies cultivadas em seu sítio durante o ano variam. Porém, o cultivo de cada alface, couve, agrião, alho poró, milho abóbora, melancia ou mandioca é feito sem o uso de qualquer produto químico. "Um pouquinho de cada coisa para diversificar", diz, sorrindo. "Está sendo muito bom trabalhar com agroecologia. A gente teve um aumento nas vendas, a qualidade dos produtos melhorou bastante e eles estão sendo muito procurados por não terem agrotóxicos. Estamos gostando do resultado".

Armin Beh, apicultor que comemou a venda dos produtos trazidos na feira, fala sobre a história dos associados que representa: eles receberam recentemente o Selo de Inspeção Municipal (SIM) da Prefeitura Municipal de Corumbá (MS). "Significa que um veterinário responsável cuida de todo esse processo, desde a retirada do mel até seu beneficiamento. Isso assegura a qualidade e dá segurança ao consumidor". Segundo Armin, a expectativa para as vendas em 2017 é grande. "Este ano, a produção foi muito boa. Atualmente, temos quase duas toneladas de mel estocadas na nossa Casa do Mel, que serve como entreposto".

Além dos produtos alimentícios, o artesanato em crochê produzido na comunidade tradicional de Antônio Maria Coelho também teve seu espaço na feira. Tatiane Pereira, que já morou na comunidade, e Núbia Fulgêncio, que dá aulas sobre a atividade no local, conhecem o impacto que esse trabalho teve nas vidas das mulheres do grupo. "Hoje, esse trabalho traz renda para elas. Todas se sentem felizes, realizadas por saberem que elas mesmas produzem e vendem. Elas se esforçam muito, vão ampliando os tipos de peças que fazem. É lindo de ver", afirma Tatiane. "Foi bom termos vindo aqui. Conhecemos mais pessoas e aumentar a nossa renda".

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Data de Publicação: 07/12/2016 às 12:45hs
Fonte: Embrapa Pantanal
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