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Expocachaça deve movimentar R$ 50 milhões

A 28ª edição da Expocachaça e a 12ª Brasilbier, que acontecerão de 7 a 10 junho, em Belo Horizonte, movimentarão mais de R$ 50 milhões durante e após o evento. Os negócios serão impulsionados pela variedade de empresas presentes, incluindo desde produtores de cachaça e de cerveja artesanais até empresas especializadas em insumos e maquinário para os setores. O setor da cachaça artesanal segue otimista, principalmente após o retorno da bebida para o Simples Nacional, o que reduziu a carga tributária incidente sobre o produto.

O evento será no Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas).

Neste ano, a Expocachaça, feira que completa 21 anos, será especial e a expectativa é receber cerca de 60 mil visitantes ao longo do evento. Além dos produtores de cachaça de Minas Gerais, também estarão presentes produtores de mais 20 estados. A variedade de marcas da bebida será grande. Ao todo, serão 200 estandes.

De acordo com o presidente da Expocachaça, José Lúcio Mendes Ferreira, as expectativas são positivas em relação ao evento.

“A montagem da feira já foi iniciada e não registramos problemas em decorrência da greve dos caminhoneiros. Para este ano, todos os estandes foram comercializados. A feira terá produtores de 20 estados, vindos do Maranhão, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Norte, entre outros. É uma variedade muito grande e temos certeza que a feira será um sucesso”, disse.

Além da comercialização das bebidas, os visitantes e produtores também conhecerão as novidades para os setores, já que o evento também reúne fornecedores de insumos para a produção de cervejas e cachaças. É a oportunidade para investir e modernizar a produção.

“A feira é muito variada e vai atender a demanda dos produtores de cerveja e da cachaça artesanal. No evento estarão disponíveis expositores de toda a cadeia, incluindo os de insumos, máquinas e demais equipamentos utilizados na produção das bebidas. Também haverá espaço para a capacitação dos produtores”, explicou Ferreira.

Uma oportunidade de aprendizado será o Seminário Interativo da Cachaça, que está programado para o dia 9 de junho. Dentre os assuntos a serem abordados estão “O mercado de bebidas – desafios de venda e distribuição”, “Novas fronteiras do destilado brasileiro”, “Carbamato de etila – desafios e conquistas”, “Ação institucional do Estado de Minas Gerais quanto à fiscalização, inspeção e fomento da produção de cachaça e aguardente de cana”; e “Bioma e tipicidade: imprimindo valor e diferenciação em cachaças com procedência”.

Outro destaque será a carreta Alambique-Escola Brasil de capacitação e aperfeiçoamento da mão de obra da cadeia produtiva e de valor do agronegócio da cachaça. O veículo é voltado para atender a demanda dos estados. Altamente equipada, a carreta leva aos produtores o conhecimento necessário para uma produção de qualidade e dentro dos padrões estabelecidos nas leis.

Simples Nacional

Neste ano, mesmo no cenário de crise econômica, o mercado para a cachaça artesanal está mais favorável, em virtude da mudança do sistema de cobrança de impostos. Desde janeiro de 2018, os micros e pequenos produtores de cachaça que aderiram ao regime tributário simplificado, o Simples Nacional, tiveram a carga tributária reduzida.

A expectativa é que o setor ganhe competitividade, o que favorecerá a regulamentação dos alambiques que trabalhavam na clandestinidade. Antes da inclusão da cachaça no Simples Nacional, a tributação da bebida respondia por cerca de 80% do preço da garrafa, o que comprometia a competitividade e o retorno financeiro. Hoje, os impostos respondem por cerca de 40% do valor final da garrafa de cachaça.

“O imposto cobrado do produtor que aderiu ao Simples Nacional caiu pela metade. É uma medida importante, que garantiu novo fôlego ao setor. Os produtores estão otimistas com relação ao mercado”, explicou Ferreira.

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Data de Publicação: 07/06/2018 às 10:00hs
Fonte: Diário do Comércio
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