Olá, Visitante Entre Cadastre-se EAD

Portal do Agronegócio

Empresa mineira desenvolve tecnologia que identifica a procedência da carne

A Operação Carne Fraca denunciou um esquema de corrupção que liberava a comercialização de alimentos produzidos por grandes frigoríficos sem a devida fiscalização sanitária. No que alguns enxergam como um grande problema a ser combatido, outros veem, também, oportunidade de mercado e de colocar a tecnologia a favor da saúde e do combate a práticas ilícitas. É o caso da empresa Safe Trade, de Itajubá, que desenvolveu uma tecnologia identifica o histórico da carne bovina, do pasto ao prato, combinando identificação por radiofrequência (RFID), códigos de barras e Qr-Codes.

Na embalagem da carne bovina vendidas em grandes redes supermercadistas de Belo Horizonte, há um selo de identificação, com código Qr e numérico, em que o consumidor consegue ter acesso a quase tudo acerca de sua origem: o nome do frigorífico e seu número no Serviço de Inspeção Federal (SIF), a data de abate do animal, a validade do produto, o nome do produtor, a fazenda, as certificações que a propriedade possui, a data de vacinação contra febre aftosa e brucelose do rebanho, a localização do frigorífico e da fazenda e até se o boi foi criado em área desmatada.

Além disso, o cliente tem a possibilidade de avaliar o alimento que está comprando por meio de um sistema de notas, no próprio site, que qualifica a carne nos seguintes itens: cor, sabor, maciez, embalagem e qualidade geral do produto. “A classificação por notas é feita por meio de estrelas em cada item do alimento. Essa informação retorna para o frigorífico e o produtor”, explica Vasco Varanda Picchi, diretor de Novos Negócios da Safe Trace.

A rastreabilidade da carne bovina oferece vantagens tanto para o consumidor, que consegue comprar um alimento diferenciado com as características que ele procura, quanto para o frigorífico, que agrega valor e qualidade ao produto comercializado. Além disso, no caso de um evento sanitário, ele consegue fazer um recall de carnes muito mais preciso, reduzindo os custos com essa operação.

A ideia de informar ao cliente a procedência da carne começou com Vasco Picchi e de seu sócio, Francisco Biasoto Neto, durante o curso de Engenharia Elétrica, da Universidade Federal de Itajubá, em 2005, com o apoio da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá (Incit). Enquanto a empresa estava incubada, eles desenvolveram projetos de consultoria tecnológica por meio do programa Sebraetec, que contribuiu para que a empresa obtivesse ganhos de produtividade, competitividade e pudesse entrar no mercado. Atualmente a empresa participa do Programa Inovativa do Sebrae.

Além da carne bovina, outros 150 produtos são rastreados, como peixes, carne suína, de frango, café, frutas, legumes e verduras. Esses alimentos são comercializados no Brasil e no exterior (Japão e países da União Europeia). “O consumidor está cada vez mais desconfiado do que está comprando. A tecnologia pode agir em favor dessas pessoas, que querem ter a certeza que estão pagando por produtos de qualidade”, justifica a analista do Sebrae Minas Andrea Furtado.

Imprensa:
Enviar matéria
Data de Publicação: 03/05/2017 às 15:00hs
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae Minas
◄ Leia outras notícias
Portal do Agronegócio © Copyright 2013 Portal do Agronegócio. Desenvolvido por: