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Dólar deve subir mais lentamente frente ao real nos próximos meses

O dólar deve subir mais lentamente frente ao real nos próximos meses apesar das incertezas ligadas às eleições de 2018, mostrou pesquisa da Reuters nesta sexta-feira (6), com muitos estrategistas convencidos de que o pleito não deve descarrilar a agenda de reformas.

A moeda norte-americana deve subir a R$ 3,27 em 12 meses, avanço de 3,73% em relação ao fechamento de quinta-feira (5), mas abaixo dos R$ 3,35 apurados na pesquisa anterior.

O viés de fortalecimento do dólar, que economistas vêm apontando há meses, é explicado pela gradual retirada de estímulos monetários nas principais economias desenvolvidas, que devem reduzir a atratividade de ativos emergentes.

O Federal Reserve, banco central norte-americano, deve elevar os juros em dezembro e continuar o aperto monetário ao longo do ano que vem, mesmo com a inflação persistentemente abaixo de sua meta de 2% ao ano.

Já o Banco Central Europeu (BCE) avisou que deve gradualmente reduzir seu programa de compras de ativos, retirando outra fonte de liquidez para os mercados globais.

No entanto, o cenário doméstico parece trazer algum alento. A economia brasileira está se recuperando mais rapidamente do que o esperado e o Banco Central parece estar prestes a levar a Selic à mínima histórica, possivelmente até abaixo de 7%. Hoje, a taxa básica de juros está em 8,25%.

"A demanda de investidores estrangeiros por ativos brasileiros ficou evidente no leilão de quatro hidrelétricas e na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural no fim do último mês," escreveram economistas do Itaú em relatório.

Muitos economistas acreditam que as eleições do ano que vem não devem desafiar esse cenário, mesmo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando as pesquisas de intenção de voto.

Alguns temem que ele daria as costas às reformas estruturais e à política de corte de gastos que investidores creem ser fundamentais para incentivar o crescimento no longo prazo. Ele pode ser barrado de concorrer, porém, se sua condenação por corrupção for confirmada em segunda instância.

A tranquilidade dos investidores em relação às eleições brasileiras contrasta com o nervosismo com as eleições mexicanas.

O presidente Enrique Peña Nieto, cujas reformas do setor energético e promessas de austeridade agradaram aos mercados, está com dificuldades para eleger um aliado após escândalos de corrupção, violência de gangues e crescimento fraco minarem a confiança em seu partido.

Já o rival Andrés Manuel López Obrador vem liderando as pesquisas, alimentando preocupações com a possibilidade de seu programa nacionalista estimular tensões com o governo de Donald Trump nos EUA.

O peso deve ficar praticamente estável a 18,21 por dólar em 12 meses, um pouco acima da pesquisa anterior. No entanto, as projeções variaram de 16,80 a 20, salientando o potencial para surpresas tanto para cima quanto para baixo.

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Data de Publicação: 06/10/2017 às 10:25hs
Fonte: Reuters
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