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Com suporte da demanda, milho inicia pregão desta 5ª feira em campo positivo na Bolsa de Chicago

Nesta quinta-feira (16), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão do lado positivo da tabela. Às 9h24 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam ganhos entre 2,50 e 2,75 pontos. O contrato maio/17 era cotado a US$ 3,66 por bushel, enquanto o julho/17 trabalhava a US$ 3,73 por bushel. Por sua vez, o setembro/17 operava a US$ 3,80 por bushel.

O tom positivo das negociações observado nos últimos dias tem como alavanca a demanda, conforme destacam as agências internacionais. "Um par de grandes vendas individuais de milho dos Estados Unidos foram relatadas esta semana, o que tem mantido o mercado esperançoso de que os preços mais baixos tenham feito o trabalho e melhorado a demanda de exportação", disse Tobin Gorey, da CBA, em entrevista ao Agrimoney.com.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta novo boletim de vendas para exportação, importante indicador de demanda. Na semana anterior, as vendas do cereal somaram 834,1 mil toneladas, dentro do esperado pelos investidores.

Paralelamente, o planejamento da nova safra americana continua em pauta no mercado. Do mesmo modo, as atenções também estão voltadas à safra da América do Sul, especialmente no Brasil.

Confira como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Focado na demanda, milho fecha pregão desta 4ª com leve alta e consolida 2º dia seguido de ganhos na CBOT

Pelo segundo pregão seguido, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia com ligeiras altas, próximos da estabilidade. Nesta quarta-feira (15), as principais posições da commodity finalizaram a sessão com ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos. O contrato maio/17 era cotado a US$ 3,63 por bushel, enquanto o julho/17 trabalhava a US$ 3,71 por bushel. O setembro/17 terminou o dia a US$ 3,77 por bushel.

As agências internacionais destacam que o mercado ainda encontra suporte nas informações vindas do lado da demanda. Ainda nesta terça-feira, as cotações do cereal foram sustentadas por rumores de que a China havia comprado entre 100 mil até 500 mil toneladas do cereal americano.

"A compra a termo pode ter sido em resposta aos receios de que os preços do milho chinês recuem na temporada de verão e que os grandes estoques do cereal no país são de má qualidade", destacou o analista da Futures International, Terry Reilly, em entrevista ao Agrimoney.com.

Ainda nesta quarta-feira, a AIE (Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos), estimou a produção de etanol no país em 1,045 milhão de barris diários."A produção de etanol já superou 1 milhão de barris diários por 20 semanas seguidas", observou CHS Hedging. Já os estoques, caíram para 22,77 barris diários no mesmo período.

Outro fator em pauta no mercado é a nova safra americana, que segundo os analistas, deverá permanecer no radar dos investidores. Ainda há muitas especulações sobre a área que será destinada ao plantio do cereal nesta temporada e em relação ao comportamento climático.

Mercado brasileiro

Mais uma vez, os preços do milho cederam no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Goiás, nas praças de Jataí e Rio Verde, a queda foi de 3,70%, com a saca do cereal a R$ 26,00. Em Assis (SP), a perda ficou em 3,57% e a saca a R$ 27,00.

Na região de Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço cedeu 2,94%, com a saca a R$ 33,00. Em Sorriso (MT), a cotação perdeu 2,63% e finalizou o dia a R$ 18,50 a saca. Ainda no estado mato-grossense, em Campo Novo do Parecis, a saca perdeu 2,27% e terminou o dia a R$ 21,50. No Rio Grande do Sul, em Não-me-toque e Panambi, as cotações recuaram cerca de 2%, com a saca a R$ 22,00 e R$ 22,02, respectivamente.

Em contrapartida, o preço do cereal subiu em São Gabriel do Oeste (MS), com a saca a R$ 25,00 e valorização de 4,17%. No Porto de Paranaguá, a saca finalizou o dia a R$ 29,50, para entrega em setembro/17.

Ainda segundo destacam os analistas, o mercado brasileiro permanece pressionado pela maior oferta nesse momento em meio à falta de compradores. Por outro lado, as exportações permanecem mais fracas nesse início de ano.

Segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), até a segunda semana de março, o Brasil exportou 97,9 mil toneladas do cereal. O volume diário foi de 12,2 mil toneladas e se o ritmo se mantiver, os embarques deverão somar 281,5 mil toneladas ao longo do mês de março.

"Com isso, o Brasil fechará o primeiro trimestre de 2017 tendo exportado 2,2 milhões de toneladas, 81,2% menos que em igual período do ano passado", apontou a Scot Consultoria.

Já na BM&F Bovespa, as cotações do cereal finalizaram o dia em campo misto. As primeiras posições do cereal subiram entre 0,56% e 1,48%, com o vencimento maio/17 a R$ 30,70 a saca. As posições mais alongadas caíram entre 0,07% e 1,49%. O setembro/17 era negociado a R$ 29,55 a saca e o novembro/17 encerrou a sessão a R$ 29,80 a saca.

A falta de direcionamento é decorrente da ligeira alta registrada em Chicago, mas também da perda mais forte observada no câmbio. A moeda norte-americana encerrou a sessão desta quarta-feira cotada a R$ 3,1112 na venda e desvalorização de 1,83%. A queda é a maior desde o dia 6 de setembro de 2016, quando o dólar caiu 2,25%.

Conforme dados da agência Reuters, o câmbio caiu após o Federal Reserve, banco central americano, elevar a taxa de juros no país. "A medida já era esperada e a instituição também sinalizou que devem ocorrer apenas mais duas altas ao longo deste ano, desmontando as previsões mais pessimistas sobre número maior de avanços", destacou a agência.

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Data de Publicação: 16/03/2017 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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