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Carne salgada: em seis meses volume embarcado caiu 25%

Excetuados os meses de junho de cada ano – quando vencem as cotas anuais com a União Europeia e o volume embarcado cai significativamente – as exportações brasileiras de carne de frango salgada têm representado perto de 5% do total exportado mensalmente. Mas, graças ao valor agregado, já chegaram a propiciar mais de 9% da receita cambial total.

Porém, depois da famigerada Operação Carne Fraca, isso tudo tornou-se passado. Porque, como mostrou ontem reportagem de Luiz Henrique Mendes para o jornal Valor Econômico (vide “País não consegue cumprir cota de exportação de frango salgado à UE”), os europeus passaram a fazer exigências antes inexistentes e, até, impossíveis de serem atendidas.

O efeito disso nas exportações mensais de carne de frango pode ser melhor aquilatado através do gráfico abaixo. Assim, com a nova cota vigente (a partir de julho de 2017) o volume de carne salgada retrocedeu, na média, 25,49%. Isto, enquanto as exportações globais de carne de frango aumentaram perto de 1,5%.

É verdade que, analisada a evolução relativa do volume exportado desde o início de 2015, o volume total embarcado mensalmente não apresentou crescimento significativo, pois, por exemplo, o resultado alcançado em dezembro de 2017 foi apenas 10% superior ao do início do período (primeiro semestre de 2015 = 100), com pico de quase 19% em agosto de 2016.

Mas a evolução registrada pela carne de frango salgada vinha sendo bem melhor. Partindo da mesma base “100” no princípio de 2015, superou os 23% de aumento em abril de 2016. E em dezembro daquele ano, mesmo sofrendo redução em relação a abril, manteve-se 17% acima do volume registrado no primeiro semestre de 2015.

A redução registrada nos seis primeiros meses de 2017 era esperada, pois representava o final da cota assinada em meados do ano anterior. Mas nesse meio tempo veio a Carne Fraca. E, com ela, a recuperação habitual não veio. Ao contrário: o volume de carne salgada exportada continuou decrescendo.

No final de 2017, a carne de frango salgada – que já chegou a responder por mais de 6% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil – tinha sua participação reduzida a menos de 3% do total. E não há indícios de que isso sofra maiores alterações no decorrer de 2018.

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Data de Publicação: 14/02/2018 às 12:20hs
Fonte: AviSite
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