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Cana: produtividade recua em Minas Gerais

De acordo com os dados do primeiro Acompanhamento da Safra de Cana-de-Açúcar, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a moagem estadual deve ficar praticamente estável em relação à registrada no ano anterior, com pequena retração de 0,9% frente ao volume de 65 milhões de toneladas colhidas em 2017/18. No País, a previsão é de um recuo de 1,2%, com a moagem de 625,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, a retração no volume de cana a ser esmagado se deve ao envelhecimento dos canaviais – o que reduz a produtividade – e ao menor investimento em tecnologias e tratos culturais, em função da crise vivenciada no setor. No Estado, é esperada queda de 3% na produtividade dos canaviais, com um rendimento médio estimado em 76,48 toneladas por hectare.

“Estamos iniciando a colheita da cana nas principais regiões produtoras do País. Minas Gerais é o terceiro maior produtor de cana, atrás de São Paulo e Goiás. O desenvolvimento da safra ocorreu muito bem, com pequeno déficit hídrico em setembro de 2017, mas que não prejudicou o desempenho da planta. Iniciamos a colheita com uma resposta muito boa em relação ao clima e com a tecnologia empregada. Para os próximos meses, o clima tende a ser favorável durante o período da colheita”, explicou Oliveira Neto.

De acordo com o levantamento da Conab, na safra 2018/19, houve expansão de 2,1% na área a ser colhida, somando 842,3 mil hectares. A área total ocupada pela cana em Minas Gerais é de 969,2 mil hectares. Deste total, 23,5 mil hectares são de mudas e 103,4 mil hectares estão em formação.

Com os preços do açúcar em queda no mercado internacional, a tendência é de retração na produção mineira, com um maior volume de cana destinado à fabricação de etanol, que deverá apresentar maior demanda no mercado.

Segundo a Conab, a produção de açúcar deve alcançar 3,41 milhões de toneladas, queda expressiva de 19,4% ou de 823,1 mil toneladas quando comparada com o volume de 4,23 milhões de toneladas geradas na safra anterior. Ao todo, serão esmagadas 26,1 milhões de toneladas de cana para a fabricação de açúcar, queda de 17,5%.

“A produção de açúcar cairá bastante na safra atual. É uma reação normal de mercado, uma vez que os preços não estão remunerativos e o mercado está bem abastecido. As usinas têm flexibilidade de direcionar o que colhem e esmagam para o açúcar ou etanol, escolhendo o que for melhor. A estimativa é reduzir o açúcar e aumentar o etanol, combustível que tem grande liquidez”, explicou Oliveira Neto.

Biocombustível - Com a reversão do mix do açúcar para o etanol, a produção mineira de etanol total tende a crescer 12,1%, podendo alcançar 3,29 bilhões de litros. Nesta safra, foi verificado aumento de 14,8% no volume de cana destinada à fabricação de etanol, somando 38,2 milhões de toneladas.

No intervalo, a produção de etanol anidro será de 1,12 bilhão de litros, elevação de 11,9% frente aos 1 bilhão de litros gerados na safra anterior. Serão esmagadas 14,49 milhões de toneladas de cana para a geração de etanol anidro, variação positiva de 14,6%.

Em Minas Gerais a colheita mecanizada da cana já responde por 97,5% da produção. O índice alto se deve ao relevo mais plano, o que permite o uso das máquinas.

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Data de Publicação: 07/05/2018 às 19:00hs
Fonte: Diário do Comércio
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