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Café: Cotações do arábica iniciam semana com altas de mais de 100 pontos na Bolsa de Nova York

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de segunda-feira (11) e estendem os ganhos registrados na semana passada. O mercado realiza ajustes técnicos depois das quedas recentes e também acompanha as condições das lavouras brasileiras para a safra 2018/19.

Por volta das 09h00, o contrato setembro/17 registrava 129,65 cents/lb com alta de 25 pontos, o dezembro/17 anotava 131,75 com avanço de 110 pontos. Já os lotes com vencimento para março/18 operavam a 135,40 cents/lb com valorização de 125 pontos e o maio/18, mais distante, subia 105 pontos, a 137,50 cents/lb.

O analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville disse em seu último relatório que o mercado passou a acompanhar também as condições climáticas recentes que podem impactar a produção na próxima temporada, conforme reportado durante a semana passada pelo Notícias Agrícolas. "Houveram algumas chuvas e a floração precoce foi relatada no Brasil. As imagens mostram que a floração está com um começo muito bom. Mas as áreas de café estão novamente secas, e alguns produtores preocupam-se com o fato de as chuvas chegarem muito cedo e criaram floração prematura", disse.

No Brasil, por volta das 09h00, o tipo 6 duro era negociado a R$ 450,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 440,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam sendo cotados a R$ 434,00 a saca. Poucos negócios são vistos nas praças de comercialização do país.

Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Bolsa de NY repercute condição das lavouras no Brasil e fecha semana com alta acumulada de mais de 1%

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerra a semana com cotações mais altas, saindo de 129,05 cents/lb para 130,65 cents/lb na sessão desta sexta-feira (8). Uma acumulada de 1,24%. Durante a semana, os preços externos do grão oscilaram com os operadores mais otimistas com a safra 2018/19 do Brasil. No entanto, produtores do país têm relatado problemas em lavouras de importantes regiões produtoras diante das intempéries climáticas e, com isso, ajustes passaram a ser vistos.

Na sessão de hoje, por exemplo, as altas foram de 150 pontos. O contrato setembro/17 fechou o dia cotado a 129,40 cents/lb com alta de 150 pontos, o dezembro/17 registrou 130,65 cents/lb com avanço de 150 pontos. Já o vencimento março/18 encerrou a sessão com 134,15 cents/lb e valorização de 150 pontos e o maio/18, mais distante, subiu 150 pontos, fechando a 136,45 cents/lb.

Essa é a terceira sessão de alta seguida no terminal e as cotações já voltam a ficar mais próximas de US$ 1,30 por libra-peso, mas no início da semana o campo negativo acabou prevalecendo. De acordo com a analista Judy Ganes, presidente da J. Ganes Consulting, os envolvidos do mercado aguardavam mais informações sobre a produção de café na próxima safra após o período de floração, que começou recentemente no país. As informações são da agência internacional de notícias Reuters.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café arábica do mundo. Nas últimas semanas, analistas internacionais chegaram a afirmar que a safra do país poderia chegar a 60 milhões de sacas de 60 kg entre arábica e conilon, um recorde.

O analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville afirmou em relatório nesta sexta que o mercado passou a acompanhar também as condições climáticas recentes que podem impactar a produção na próxima temporada, conforme reportado durante a semana pelo Notícias Agrícolas. "Houveram algumas chuvas e a floração precoce foi relatada no Brasil. As imagens mostram que a floração está com um começo muito bom. Mas as áreas de café estão novamente secas, e alguns produtores preocupam-se com o fato de as chuvas chegarem muito cedo e criaram floração prematura", disse.

Mapas climáticos mostram que os próximos dias deverão ser secos nas origens produtoras do Brasil. Há somente chances de chuvas fracas no Norte do Espírito Santo e na Bahia, com a umidade que vem do mar. "Chuvas abaixo da normal são esperadas na maioria das áreas de café nos próximos seis a 10 dias", disse à Reuters Kenny Miller, da MDA Weather Services.

O câmbio também contribuiu para os ganhos do arábica na sessão de hoje, segundo reportam agências financeiras. O dólar caiu 0,24%, a R$ 3,0945 na venda, menor nível em seis meses, com otimismo dos investidores após vitórias do governo no Congresso. A divisa mais baixa em relação ao real tende a desencorajar as exportações da commodity e, com isso, os preços externos do grão sobem.

Enquanto operadores já pensam sobre a safra 2018/19 do Brasil, a colheita da temporada atual ainda segue sendo realizada. Dentre os cooperados da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), os trabalhos estavam em 96,96% até o dia 02 de setembro, ou 6,59 milhões de sacas de 60 kg. A colheita está mais adiantada do que nos últimos anos. O Sul de Minas é a região que apresenta menor porcentagem colhida até o momento, de acordo com dados da maior cooperativa do Brasil.

Furacão Irma

A ICE informou em nota nesta sexta que o café estocado nos armazéns de Miami-Flórida, Estados Unidos, foram marcados temporariamente como não entregáveis no eCOPS devido ao furacão Irma. O fenômeno que está "varrendo" o Caribe e que pode se tornar a tempestade mais cara da história dos Estados Unidos, poderia devastar a economia agrícola da Flórida. As informações são da FarmFutures.

Mercado interno

Durante toda a semana os negócios seguiram lentos nas praças de comercialização do Brasil e os preços também recuaram. "Nesse cenário, agentes estão retraídos, diminuindo o ritmo de comercialização no mercado interno", reportou durante a semana o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP). A maioria das cooperativas não funcionaram nesta sexta-feira por conta do feriado da Independência, comemorado ontem no país.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca a R$ 500,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 1,03% e saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 470,00 – estável. As praças do tipo não tiveram oscilação no dia.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (estável), Franca (SP) (estável) e Vitória-ES (+1,10%), ambas com saca a R$ 460,00. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 1,15% e saca a R$ 440,00.

Na quarta-feira (6), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 445,17 e alta de 0,27%.

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Data de Publicação: 11/09/2017 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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