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Café: Bolsa de Nova York estende ganhos nesta manhã de 4ª feira e se aproxima de US$ 1,40/lb

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta de mais de 150 pontos nesta manhã de quarta-feira (13) e estão próximos do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado passou a assimilar com maior força as condições das lavouras brasileiras que vão produzir na safra 2018/19 e com isso subiu mais de 300 pontos na véspera.

Por volta das 09h24 (horário de Brasília), o contrato setembro/17 estava cotado a 133,80 cents/lb com alta de 320 pontos – fechamento da sessão anterior, o dezembro/17 subia 170 pontos, a 136,75 cents/lb. O contrato março/18 operava com avanço de 175 pontos e estava sendo negociado a 140,25 cents/lb e o maio/18 tinha avanço de 145 pontos, cotado a 142,30 cents/lb.

Existia a expectativa dentre os operadores de que a próxima safra do Brasil poderia ter produção recorde. "As preocupações contínuas com o clima mais seco do que o normal no Brasil elevaram os preços", disse à Reuters Judith Ganes, presidente da J. Ganes Consulting. Mapas climáticos dos principais institutos meteorológicos apontam que o clima deve continuar quente e seco na maioria das áreas produtoras do Brasil nesta semana.

No Brasil, por volta das 09h20, o tipo 6 duro era negociado a R$ 460,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 455,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam sendo cotados a R$ 445,00 a saca. Poucos negócios são vistos nas praças de comercialização do país.

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Café: Bolsa de Nova York sobe mais de 300 pts nesta 3ª com mercado preocupado com clima no Brasil

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US) subiu mais de 300 pontos nesta terça-feira (12) à medida em que os operadores assimilam melhor as condições das lavouras brasileiras que vão produzir na safra 2018/19. Com esse avanço, os vencimentos mais distantes no mercado já estão próximos do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado brasileiro também avançou com suporte dessa alta externa.

O contrato setembro/17 fechou a sessão de hoje cotado a 133,80 cents/lb com valorização de 320 pontos, o dezembro/17 registrou 135,05 cents/lb com avanço de 320 pontos. Já o vencimento março/17 encerrou o dia com 138,50 cents/lb e valorização de 315 pontos e o maio/18, mais distante, subiu 315 pontos, fechando a 140,85 cents/lb.

Após repercutir levemente na semana passada as condições das lavouras no Brasil, os operadores externos passaram a acompanhar com maior atenção essa condição. Afinal, existia a expectativa de que a safra 2018/19 do Brasil poderia ter produção recorde. " As preocupações contínuas com o clima mais seco do que o normal no Brasil elevaram os preços", disse à Reuters Judith Ganes, presidente da J. Ganes Consulting.

Mapas climáticos dos principais institutos meteorológicos apontam que o clima deve continuar quente e seco na maioria das áreas produtoras do Brasil nesta semana. Há somente chances de chuvas fracas no Norte do Espírito Santo e na Bahia, com a umidade que vem do mar. "Precipitação abaixo do normal são esperadas na maior parte do cinturão de café nos próximos seis a dez dias", disse o MDA Information Systems em relatório diário.

"Isso não vai ajudar o café a florescer. A safra recorde que deveríamos ter no próximo ano pode não ser tão grande como pensávamos", complementou o analista de mercado e sócio-gerente da NickJen Capital, em Nova York, Nick Gentile.

O avanço do petróleo no mercado internacional também contribui para os ganhos no mercado, segundo agências de notícias financeiras. O barril trabalha com cerca de US$ 48.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira que a produção de café do Brasil neste ano deve totalizar 47,8 milhões de sacas de 60 kg entre as variedades arábica e conilon. Segundo a Reuters, esses dados do IBGE divergem dos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) que apontou em maio que a safra do Brasil seria de 45,6 milhões de sacas.

A Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), a maior do Brasil e umas das mais importantes do mundo, reportou nesta terça-feira que a colheita de seus cooperados da safra 2017/18 registrava 98,28% do total esperado na safra até o dia 9 de setembro, ou cerca de 6,5 milhões de sacas de 60 kg. Esse é o último reporte de colheita da instituição para essa temporada.

Mercado interno

Acompanhando as altas externas, os preços do café no Brasil avançaram nesta terça-feira e voltaram a ficar próximos do patamar de R$ 500,00 a saca no arábica. Com isso, mas negócios podem começar a ser vistos nas praças do país. Nas últimas semanas, poucas transações eram vistas mesmo com o avanço da colheita no país.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) (estável), Guaxupé (MG) (+2,04%) e Patrocínio (MG) (+1,01%), ambas com saca a R$ 500,00. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com alta de 4,26% e saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 470,00 – estável. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com alta de 2,20% e saca a R$ 465,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 480,00 e alta de 2,13%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Vitória (ES) com queda de 10,11% e saca a R$ 400,00.

Na segunda-feira (11), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 444,12 e queda de 0,29%.

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Data de Publicação: 13/09/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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