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Cade aprova compra da Monsanto

Para que o negócio seja concluído, a empresa alemã terá que se desfazer dos ativos em sementes de soja e algodão e de herbicidas não-seletivos.

A alemã Bayer anunciou em setembro de 2016 a compra da norte-americana Monsanto em um negócio de US$ 66 bilhões. O acordo cria uma empresa com mais de um quarto do mercado mundial de sementes e pesticidas. Em outubro, a Bayer anunciou que venderá para a Basf seu negócio de sementes e herbicidas por R$ 7 bilhões, em uma tentativa de diminuir a sobreposição entre as atividades das companhias.

A fusão entre as duas companhias foi notificada a agências reguladoras de 29 países e já foi aprovada por pelo menos 14. O Cade trocou informações com várias dessas autoridades em países como Rússia, Chile, EUA e na União Europeia.

O acordo com o Cade prevê ainda a adoção de medidas comportamentais para garantir a concorrência no mercado, como a proibição de contratos de exclusividade, adoção de regras de transparência para política comercial da empresa e proibição de venda casada.

“Os remédios são substanciais e endereçam de modo direto e satisfatório as preocupações apontadas pelo Cade”, afirmou o relator do processo, Paulo Burnier. “O Cade irá monitorar o mercado de perto nos próximos anos.”

No julgamento desta quarta-feira, os conselheiros Maurício Maia, Polyanna Vilanova e o presidente do Cade, Alexandre Barreto, acompanharam o relator.

Já a conselheira Cristiane Alkmin criticou o acordo e apresentou um voto em separado que incluía a venda de outros ativos como fungicidas e empresas de germoplasmas. Ela alegou que os termos propostos pelo relator não são suficientes para garantir a concorrência no Brasil. “Haveria uma indubitável perda para os produtores de soja e algodão, para os consumidores finais e para a balança comercial do País”, completou. O conselheiro João Paulo Resende votou pela reprovação.

Em outubro, a superintendência-geral do Cade havia concluído que a operação gera concentração significativa em mercados de semente para soja e algodão, levando em consideração os impactos antes do acordo hoje aprovado.

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Data de Publicação: 14/02/2018 às 16:20hs
Fonte: DCI
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