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Búfalas Leiteiras têm leilão inédito no Brasil

Com apoio do Sindicato Rural de Piumhi (MG) e mobilização de sete produtores de cinco cidades mineiras (Piumhi, Unaí, Oliveira, Ibiraci e Capitólio) e da paulista Dourados será lançado, no dia 26 de maio, o 1° Grande Leilão de Búfalas Leiteiras do Brasil. Estarão à venda 150 fêmeas leiteiras sendo 80 búfalas paridas e amojando, 40 novilhas prenhas, 30 bezerras leiteiras e 10 tourinhos búfalos servindo. O evento presencial ocorre durante o 1º Torneio Leiteiro de Búfalas de Piumhi, no Recinto de Exposições da cidade e terá transmissão pela Embral TV (web), com início às 20 horas.

O principal objetivo por trás do leilão (veja ficha técnica no box) é difundir o potencial produtivo dos bubalinos, evidenciando a qualidade da carne, do leite e de seus derivados e quebrar mitos e paradigmas sobre a espécie. “São vários criadores espalhados pelo Brasil e é grande o número de interessados em iniciar na atividade”, reforça o zootecnista Breno Oliveira, responsável pela assessoria técnica do leilão.

O momento é favorável para os criadores que viram a produtividade média de 8 litros/dia obtida em anos anteriores, saltar para os atuais 18,2 litros/dia em lactações de 280 dias de média. Isso tem atraído muitos investidores e tem feito a bubalinocultura crescer a taxas de 15% ao ano, muito acima da pecuária bovina.

“Atualmente a produção de lácteos de leite de búfala no Brasil corresponde a 1% de toda a produção de queijos”, destaca Bruno, indicando que há um enorme espaço para conquistar o paladar do consumidor nacional. O portfólio vai além das conhecidas tranças, nozinhos e outros formatos, incluindo produtos especiais (manteiga, iogurte, frescal, ricota, requeijão e mozzarella defumada) e os típicos Stracciatella e Burratta.

O Brasil tem sido pioneiro em pesquisa de reprodução animal e melhoramento genético, destacando-se o trabalho no Vale do Ribeira conduzido pelo professor da USP, Pietro Baruselli, e a pesquisa de Eduardo Bastianetto e equipe da UFMG com resultados superiores aos estudos apresentados pela Itália e Índia. “Existem hoje no mercado três centrais que trabalham não só com a coleta e comercialização de sêmen, mas também com transferência de embriões”, explica o zootecnista. “Temos potencial para crescer ainda mais”.

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Data de Publicação: 17/05/2017 às 07:45hs
Fonte: Embral Leilões
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