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Brics defende ação conjunta para conter onda protecionista global

Mudança climática - A postura dos cinco grandes emergentes, na linha oposta da tomada por Donald Trump nos EUA, foi também manifestada no compromisso para combater mudança climática e seguir a transição para uma economia com baixa emissão de carbono.

Consenso - A questão do comércio mais livre é consenso no Brics, ao contrário da tensão entre China e Índia em outros temas, como terrorismo e Coreia do Norte. O grupo ocupa o espaço político deixado pelos EUA e seu comunicado tem uma linguagem bem mais forte do que o texto do G-20. Representantes dos EUA costumam ironizar que o Brics é um grupo morto, mas reagem pelos canais diplomáticos aos posicionamentos do grupo.

Tendências protecionistas - Na declaração final da cúpula de Xiamen, os líderes do Brics alertam que tendências protecionistas estão pesando sobre as perspectivas econômicas globais e a confiança do mercado, num cenário ainda de recuperação frágil. "Continuaremos a nos opor firmemente ao protecionismo", diz a declaração final dos presidentes Xi Jinping, da China; Michel Temer, do Brasil; Jacob Zuma, da África do Sul, Vladimir Putin, da Rússia, e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Aberta e inclusiva - O Brics ressaltou a importância de "uma economia mundial aberta e inclusiva, que permita a todos os países repartirem os benefícios da globalização". O grupo faz uma defesa enfática do sistema multilateral de comércio, que tem sido alvo da fúria isolacionista de Trump, e promete reforçar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Regras - "Há que respeitar as regras em vigor e trabalhar para aperfeiçoá-las", defendeu Temer, cobrando avanços na liberalização do comércio agrícola. Na conferência ministerial de Buenos Aires, em dezembro, o Brasil buscará resultados, como a facilitação de investimentos. Uma das novidades da cúpula foi que o Brics encampou o arcabouço conceitual do Brasil de facilitação de investimentos e não o tradicional, de promoção de investimentos.

Maior integração - Xi Jinping defendeu maior integração econômica entre os países do Brics. Apenas 5,7% dos US$ 197 bilhões de investimentos externos realizados pelo grupo em 2016 foram destinados a negócios nos países do bloco, exemplificou o presidente da China.

Lista de preferências - Em encontro bilateral, Temer examinou com Modi, da Índia, a ampliação da lista de preferências do acordo comercial Mercosul-Índia, de 450 para 2 mil linhas tarifárias.

Bancos centrais - Na cúpula dos Brics os líderes também concordaram que os bancos centrais vão estreitar a comunicação entre eles para aumentar a cooperação cambial, em conformidade com os mandatos da autoridade monetária. Isso incluirá troca de moedas ("currency swap"), liquidação em moeda local e investimento direto em moeda local, "quando apropriado", além de explorar mais modalidades de cooperação monetária.

Mercados de títulos - Decidiram também promover o desenvolvimento dos mercados de títulos em moeda local dos países do Brics e estabelecer um fundo de obrigações de moedas locais do grupo como contribuição para a sustentabilidade do capital no financiamento nos cinco emergentes. Isso impulsionando o desenvolvimento dos mercados de títulos nacionais e regionais e aumentando participação no setor privado estrangeiro e a resiliência financeira dos cinco países.

Comércio eletrônico - Foi assinado um entendimento para o grupo intensificar discussão sobre o comércio eletrônico, tema que tende a ser negociado em breve na OMC.

Faturamento - Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Marcos Pereira, em 2016 o comércio eletrônico no Brasil faturou R$ 44,4 bilhões, com crescimento de 7,4% em relação ao ano anterior. Além disso, houve alta de 22% de consumidores on-line ante 2015, atingindo o número de 48 milhões. A estimativa do Mdic é que o comércio eletrônico no país alcance cerca de R$ 50 bilhões este ano.

Canal de televisão - Já uma proposta de Putin para a criação de um canal de televisão dos cinco grandes emergentes, uma espécie de TV Brics, não tem como decolar, considerando as práticas diferentes de Moscou e Pequim em relação à mídia.

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Data de Publicação: 11/09/2017 às 18:30hs
Fonte: Portal Paraná Cooperativo
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