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Boa Vontade representa Alagoas na 1ª Expo Agro e 11ª Nacional das Raças Dorper e White Dorper

A programação será eclética e os julgamentos técnicos estão entre os destaques. A expectativa é reunir em pista cerca de 850 animais inscritos por 60 criadores de diferentes localidades. O Estado de Alagoas será representado pelo criador Fernando Vieira Chaves Filho, proprietário da Dorper Boa Vontade, sediada em Coruripe (AL), e presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Alagoas (ACCOAL), entidade que almeja a organização da cadeia produtiva local.

Sua criação começou em 2010, ao adquirir o primeiro carneiro Dorper para melhorar o rendimento de carcaça de seu rebanho. Tamanha foi a paixão pela raça que Fernando decidiu investir no mercado da genética. Ao longo dos sete anos de criação, ele presenciou a evolução acelerada do plantel, permitindo que democratizasse rapidamente pouco tempo depois.

A primeira participação da Dorper Boa Vontade com animais em uma Nacional ocorreu apenas em 2014, com a queda das barreiras sanitárias contra febre aftosa e a realização do evento em Salvador, na (BA). Em 2016, vieram as primeiras conquistas, com 18 dos 23 animais inscritos saindo premiados na principal exposição das raças Dorper e do White Dorper. Naquele ano, Fernando apareceu como o segundo melhor criador nordestino, ficando atrás apenas da Dorper Buriá, da Bahia. “Em outubro, levarei um time de pista completo para a Nacional, com 25 animais Dorper e 05 animais White Dorper competindo em diferentes categorias”, diz o criador, comemorando a expansão das duas raças em Alagoas.

Já são mais de 20 criadores no Estado e o plantel da Dorper Boa Vontade é um dos mais robustos, com pouco mais de 300 animais. Em seu programa de melhoramento genético, o criador busca o equilíbrio entre o padrão racial e a funcionalidade das duas raças. “São ovinos com aptidão natural para produção de carne de alta qualidade. Os machos despenham facilmente o papel de reprodutores, servindo as ovelhas com facilidade e gerando cordeiros que chegam ao ponto do abate até os 150 dias, com uma carne de sabor diferenciado”, avalia.

Essa é qualidade que a Associação Brasileira de Criadores de Dorper (ABCDorper) e a Monte Cogumelos, de Valinhos (SP) - promotores da 1ª Expo Agro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper - desejam apresentar ao público das duas mostras. Mais de 60 mil pessoas devem circular no Parque de Exposição de Valinhos e um dos destaques serão os cursos ministrados por 27 chefs renomados, dos quais muitos são ex-participantes de um conhecido reality show gastronômico. Sob a tutela das chefs Aritana Maroni e Fabi Prado, serão apresentadas técnicas e receitas à base de carne de cordeiro publicadas em um livro. O evento é apoiado pelo Prefeitura Municipal de Valinhos.

No caminho da estruturação

A organização da cadeia produtiva da ovinocultura nacional ainda caminha a passos lentos, agravada pela concorrência desleal dos produtos importados e o abate clandestino. Em Arapiraca (AL) um frigorífico credenciado facilita o abate e abre caminho para o criador negociar cortes diferenciados, mas há dificuldade para fazer escala.

Já na Capital Maceió, um exemplo prático é o restaurante Carneiródromo, que em menos de um ano inaugurou uma segunda unidade em Arapiraca. Com uma oferta reduzida, a solução do estabelecimento para suprir suas demandas foi produzir a própria carne de cordeiro, a partir de um rebanho com mais de 1.500 matrizes, além da compra de borregos para confinamento e abate, preferencialmente mestiços Dorper e White Dorper.

“Saímos de um ciclo persistente de seca e quando o rebanho começou a crescer, acabou diminuindo novamente. Este é um dos principais gargalos em nossa região. Poderíamos ter um rebanho maior, mais o clima tem um impacto muito grande na atividade, explica Fernando.

Na administração da ACCOAL, ele e sua diretoria batalham para fortalecer o setor, tentando atrair novos empreendedores, além de realizar trabalhos de extensão rural para democratizar técnicas de manejo e melhoramento genético. De reuniões bimestrais nasceram ações como o “Programa Mais Cordeiro”, tocado em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEL). Os participantes começaram a criação com 50 matrizes e no prazo de 12 meses devem dobram o rebanho. Em contrapartida, recebem total assistência técnica ao atender as metas do programa. Os índices das fazendas envolvidas são comparados e as técnicas replicadas no projeto.

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Data de Publicação: 06/09/2017 às 08:20hs
Fonte: Pec Press® - Imprensa Agropecuária
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