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Biotecnologias, inovações e taxação da soja balizam encontro internacional

Apoiar a aprovação de biotecnologias de oleaginosas de maneira mais ágil entre países produtores e consumidores, e se opor veementemente à taxação das exportações foram algumas das deliberações aprovadas durante o XX Diálogo Internacional dos Produtores de Oleaginosas (IOPD, na sigla em inglês), que ocorreu entre os dias 26 a 29 de junho, em Sydney, na Austrália.

O encontrou contou com a presença de representantes de associações, federações e organizações do Brasil, Estados Unidos, Austrália, Paraguai, Canada, França, Reino Unido e Alemanha, além de representantes da União Europeia. O Brasil foi representado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), com presença do presidente, Endrigo Dalcin, diretor financeiro, Antônio Galvan, segundo diretor financeiro, Nelson Piccoli, e diretor executivo, Wellington Andrade.

Em relação à biotecnologia, com foco em evitar interrupções comerciais, os membros do IOPD apoiam o incentivo aos governos pela implementação das avaliações e liberações das biotecnologias e que os mesmos participem da Iniciativa Global de Nível Mínimo de Transgenia (GLI). “Apoiamos, também, um sistema de revisão e aprovação em tempo hábil, de maneira transparente e baseado em ciência e risco para todas as tecnologias sustentáveis, incluindo a biotecnologia de todas as oleaginosas, óleos vegetais e produtos”, explica Wellington Andrade.

Sobre a taxação, o fórum entende que o impacto da taxação do agronegócio influenciaria diretamente no mercado externo. “Nos opomos à taxação das exportações, bem como às estruturas de taxação de exportações ocasionalmente diferenciadas, tendo em vista o impacto negativo da competitividade e distorções na produção, investimento e comércio”, explica o presidente da Aprosoja, Endrigo Dalcin.

Inovação e ciência – O Diálogo Internacional também definiu apoio em relação ao desenvolvimento das Novas Técnicas de Melhoramento de Variedades (NBT's, na sigla em inglês), inovação relacionada à edição de gene da própria planta.

Uma das definições é, por exemplo, o apoio irrestrito aos diferentes tipos de inovação no melhoramento de variedades, produtos para proteção fitossanitária e fertilizantes. “A perda de substâncias ativas irá inibir a nossa capacidade de satisfazer as demandas de uma população mundial crescente e aumentará o desenvolvimento da resistência de pragas e doenças”, explica Wellington Andrade.

Os membros do IOPD definiram pelo apoio ao desenvolvimento de políticas governamentais que facilitem a inovação e a utilização de aplicações avançadas de técnicas globais de melhoramento de variedades e apoiam o acesso total a inovações em constante mudança que podem garantir a produção econômica, segura e sustentável de todas as oleaginosas.

“Isso inclui o uso de todos os tipos de inovação em novas tecnologias de melhoramento de variedades. A adoção da tecnologia deve basear-se em evidências de uma ciência sólida e estar disponível em todas as áreas de produção de oleaginosas”, afirma o presidente Endrigo Dalcin.

Outro ponto estabelecido diz respeito aos níveis máximos de resíduos químicos, chamados MRL's. “Apoiamos os estudos baseados na ciência para uma harmonização global, a fim de não restringir o comércio. Restrições desproporcionais sobre produtos fitossanitários podem trazer potenciais consequências não intencionais para o comércio de oleaginosas, podendo ter um impacto importante na disponibilidade de alimentos e na sustentabilidade dos negócios agrícolas”, completa Andrade.

Participantes – O XX Diálogo Internacional dos Produtores de Oleaginosas teve a participação das seguintes organizações:

Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) - Brasil

American Soybean Association (ASA) – Estados Unidos

United Soybean Board (USB) – Estados Unidos

U.S. Soybean Export Council (USSEC) – Estados Unidos

Australian Oilseeds Federation (AOF) – Austrália

APS Soybean, Oilseeds and Cereals Producers of Paraguay Association (APS) - Paraguai

Canadian Canola Growers Association (CCGA) – Canadá

Soy Canada – Canada

European Oilseed Alliance (EOA) – União Europeia

Federation Francaise des Producteurs d'Oleagineux et de Proteagineux (FOP) – França

France International Soy Growers Alliance – França

National Farmers(NFU) – Reino Unido

Paraguayan Chamber of Traders and Exporters of Cereals and Oilseeds (CAPECO) – Paraguai

Union zur Förderung von Oel- und Proteinpflanzen (UFOP) – Alemanha

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Data de Publicação: 05/07/2017 às 16:20hs
Fonte: Assessoria de Comunicação Aprosoja
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