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Biogénesis Bagó investe R$ 30 milhões no País

A multinacional argentina de saúde animal Biogénesis Bagó investirá R$ 30 milhões no Brasil para ampliar a capacidade de vendas e produção no País. A estratégia foi anunciada pelo diretor geral da empresa, Guillermo Mattioli.

"Queremos harmonizar a nossa presença no Brasil com a que temos em outros países do continente", disse, durante a Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (40º Expointer), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

A empresa é líder em mercados como Argentina, onde foi fundada, e Uruguai. No Brasil, no entanto, busca um espaço entre as dez maiores - e a sétima se considerar apenas o ramo de ruminantes.

O País é o segundo mercado da empresa, atrás da Argentina (matriz). A Biogénesis faturou US$ 155 milhões no mundo e US$ 30 milhões no Brasil. O mercado brasileiro de saúde animal movimenta R$ 4,5 bilhões ao ano, pouco mais da metade do mercado da América Latina, segundo Mattioli. Os ruminantes representam 50% total, calcula o executivo.

O diretor geral da empresa no Brasil, Marcelo Bulma, explica que, diante do potencial brasileiro, partes dos aportes vão para ampliação da equipe de vendas e reforço da marca na cadeia produtiva. "Isso será feito por meio de programas de relacionamento com produtores, veterinários e revendas", afirmou ele.

A empresa ainda investirá US$ 25 milhões no parque fabril da argentino, com objetivo de exportar para o Brasil. A intenção também é reforçar a estrutura do laboratório brasileiro, com um acréscimo na produção de medicamentos .

"Nossa política futura é ampliar a produção no Brasil para atender às necessidades locais, já que nossas vendas no País são maiores do que as na Argentina", acrescentou Mattioli.

Segundo ele, isso deve ocorrer nos próximos cinco anos, com o aumento da capacidade produtiva na unidade em Araçoiaba da Serra, em São Paulo, na qual o foco é a produção de antiparasitários. "Para atender ao mercado brasileiro teremos que dobrar a capacidade produtiva da unidade", estimou.

O diretor geral da empresa salienta que o Brasil tem muito a avançar em sanidade. "O nível de desmame é de 60% enquanto em países mais sofisticados alcança 90%", compara.

Aftosa

Os diretores minimizaram os possíveis impactos do plano de retirada da vacinação contra a febre aftosa no rebanho brasileiro sobre o mercado de saúde animal. O Ministério da Agricultura (Mapa) apresentou neste ano um planejamento que prevê a retirada da vacinação a partir de 2019, e que deverá ser concretizado até 2023.

Hoje, 330 milhões de doses são aplicadas por ano no rebanho brasileiro. Seis empresas disputam esse mercado no País. A Biogénesis responde por 10% do total de doses vendidas no País e por 30% do mercado sul-americano de vacinas contra a doença. O produto responde por 35% da receita da empresa.

Para Bulman, a retirada preocupa. "E se os produtores, uma vez que não sejam obrigados a levar os animais ao curral para a vacinação contra a febre aftosa, deixarem de cumprir com os demais programas sanitários? ", indagou.

Mattioli ressaltou que países como Argentina e Uruguai vão continuar a vacinar seus rebanhos. "Cada país tem suas políticas de sanidade e nós respeitamos isso. No entanto, aqueles que já sofreram com m essa doença são cautelosos quanto a isso", disse.

A empresa deu início à produção de vacinas contra a febre aftosa na China. A unidade na Ásia foi inaugurada no começo deste ano e tem capacidade para produzir 400 milhões de doses com aporte de US$ 60 milhões.

A planta é resultado de parceria com a chinesa Hile Laboratory. O país vacina 2 bilhões de bovinos e suínos por ano. "Se chegarmos a 10% desse mercado ficaremos felizes", concluiu Matiolli.

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Data de Publicação: 08/09/2017 às 08:00hs
Fonte: DCI
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