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Após ganhos recentes, milho inicia sessão desta 6ª feira com leve queda, próximo da estabilidade na CBOT

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta sexta-feira (17) com leves quedas, próximos da estabilidade. As principais posições do cereal exibiam perdas entre 0,25 e 0,50 pontos, por volta das 8h39 (horário de Brasília). O contrato maio/17 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o julho/17 era negociado a US$ 3,73 por bushel. Já o setembro/17 trabalhava a US$ 3,79 por bushel.

O mercado voltou a cair após as altas registradas recentemente. Ainda nesta quinta-feira, os preços da commodity subiram impulsionados pelos números das vendas para exportação indicados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"O milho dos Estados Unidos está mais uma vez sentindo a demanda dos compradores no exterior", disse Tobin Gorey, da CBA. E, acrescentou que "as quedas de preços de US$ 0,20 por bushel registradas no início de março claramente fizeram o trabalho de atrair mais negócios".

Ainda na visão do analista, "o milho norte-americano está atualmente custeado para se movimentar como deveria ser, isso é, abaixo dos níveis iniciais de 2017, uma vez que, as colheitas brasileiras têm uma boa temporada e estão preparadas para grandes potenciais de produção", completa.

No quadro fundamental, os investidores seguem atentos à produção americana. Ainda há muitas especulações em relação à área cultivada e comportamento climático.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Vendas semanais dão suporte e milho consolida 3º pregão seguido de valorização na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram a sessão desta quinta-feira (16) com ligeiras altas. As principais posições da commodity subiram pelo terceiro dia seguido e encerraram o pregão com ganhos de 2,50 pontos. O vencimento maio/17 era cotado a US$ 3,66 por bushel, enquanto julho/17 operava a US$ 3,73 por bushel. O setembro/17 finalizou o dia a US$ 3,80 por bushel.

De acordo com dados do site internacional Agrimoney.com, as cotações foram sustentadas do otimismo observado no mercado macroeconômico. "O comércio de hoje é um reflexo do macro mais firme e o dólar mais fraco que acabou dando suporte", destacou o Kim Rugel, em Benson Quinn Commodities.

Além disso, o mercado também encontrou suporte nos números das vendas para exportação, conforme reportou o site Farm Futures. Na semana encerrada no dia 9 de março, as vendas de milho dos EUA somaram 1.473,5 milhão de toneladas, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta quinta-feira.

O volume ficou acima do esperado pelos investidores entre 700 mil toneladas a 1,2 milhão de toneladas. Do total, foram 1.255,4 milhão da safra velha e mais 218,1 mil da nova. O México foi o principal comprador do cereal americano.

No acumulado da temporada, as vendas de milho totalizam 45.404,8 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o volume estava em pouco mais de 30 milhões de toneladas. Assim, já há 80,3% do total estimado para ser exportado - 56,52 milhões de toneladas - comprometidos.

Ainda no quadro fundamental, a nova safra norte-americana continua no radar dos participantes do mercado e, segundo os analistas, deve ser o foco a partir de agora. Do mesmo modo, o foco também está direcionado à safra da América do Sul, especialmente no Brasil.

No caso da Argentina, a Bolsa de Grãos de Buenos Aires manteve a sua projeção para a safra de milho nesta temporada 37 milhões de toneladas. Com 10% da área plantada colhida até o momento, a entidade destacou produtividades acima do esperado.

Mercado brasileiro

Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço do milho cedeu nesta quinta-feira nas praças de Goiás. Em Jataí e Rio Verde, a queda foi de 3,85%, com a saca do cereal a R$ 25,00. Em Rio do Sul (SC), o valor registrou a mesma queda, com a saca também a R$ 25,00.

Já em Não-me-toque (RS), a desvalorização foi de 2,27%, com a saca a R$ 21,50. Em Panambi, ainda no estado gaúcho, a perda ficou em 2,18%, com a saca a R$ 21,54. Na região de Campinas (SP), o preço cedeu 1,42%, com a saca R$ 34,60.

Por outro lado, a cotação subiu 3,03% em Luís Eduardo Magalhães (BA), com a saca a R$ 34,00. Em Sorriso (MT), a valorização foi de 2,70%, com a saca a R$ 19,00. No Porto de Paranaguá, o preço futuro permaneceu estável em R$ 29,50 a saca.

Ainda conforme reportam os analistas o mercado segue sem novidades. "O ritmo dos negócios continua lento e com pressão de baixa do lado dos compradores", reportou o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze em seu comentário diário de mercado.

Enquanto isso, na BM&F Bovespa os futuros do milho finalizaram o pregão desta quinta-feira (16) com ligeiras movimentações. As primeiras posições da commodity acumularam perdas entre 0,16% e 0,17%. O vencimento maio/17 era cotado a R$ 30,65 a saca. Apenas o novembro/17 apresentou leve alta, de 0,67%, cotado a R$ 30,00.

Além de Chicago, as cotações acompanham a movimentação cambial. O dólar encerrou o dia a R$ 3,1155 na venda, com ganho de 0,14%. Segundo a Reuters, o movimento é decorrente "do fluxo comprador após a moeda norte-americana cair abaixo de 3,10 reais mais cedo ainda repercutindo a sinalização da véspera do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de que não haverá altas adicionas de juros neste ano além das esperadas".

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Data de Publicação: 17/03/2017 às 10:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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