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Algodão: Anea prevê exportação de 1,2 milhão de toneladas

O Brasil deve exportar 1,2 milhão de toneladas de algodão em pluma, considerando um calendário que vai de julho deste ano a junho de 2019. A estimativa é da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), que realizou, em conjunto com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o 8º Encontro de Previsão de Safra, em São Paulo (SP).

O projeção é superior à estimativa inicial da própria entidade, que previa embarque de 950 mil toneladas. Se confirmado, o volume representará um novo recorde, colocando o Brasil como segundo no ranking mundial de fornecedores do produto, atrás apenas dos Estados Unidos. A marca anterior do Brasil era de 2011, quando as vendas totalizaram 1,030 milhão de toneladas.

Entre julho de 2017 e junho deste ano, as exportações da pluma foram de 920 mil toneladas. O presidente da Anea, Henrique Snitcovski, pontuou que poderia ter sido um volume ainda maior, não fosse a greve dos caminhoneiros entre o final de maio e o início do mês passado. Mesmo considerando que a situação ocorreu no final do calendário de exportação do setor, quando os volumes embarcados já são bem menores.

“A safra tem um potencial enorme e a perspectiva é muito boa para o mercado de algodão no Brasil. Vamos ter que alongar mais o período de exportação e aumentar o volume no primeiro trimestre de 2019”, disse Snitcovski. Pelo menos 70% dos embarques anuais de algodão são feitos no semestre inicial do calendário do setor.

Nas estimativas da Anea, a colheita do ano passado foi de 1,6 milhão de toneladas de algodão em pluma. Volume que deve passar para 2,015 milhões de toneladas neste ano, o que, se confirmada, seria uma safra recorde.

Sócio diretor da Agroconsult, o analista André Pessôa avalia que a demanda global por algodão está em crescimento a taxas constantes entre 700 mil e um milhão de toneladas. Do ponto de vista do Brasil, exportar mais de um milhão de toneladas é uma “marca extraordinária”, mas traz desafios.

“É um desafio completamente diferente do ponto de vista de mercado e de logística, com consequências para os produtores. Um efeito é sobre o fluxo de caixa. Quem esperava receber em dezembro terá que alongar mais. Recebe mais dinheiro, mas vai demorar mais”, explicou.

Assim como em outras commodities agrícolas, a guerra comercial entre Estados Unidos e China deverá ter efeitos sobre o mercado de algodão. André Pessôa lembrou que os chineses estão elevando suas cotas de importação, o que sinaliza que os estoques internos não estão mais tão altos como antes e que ele devem demandar a pluma.

De outro lado, dos 3,5 milhões de toneladas que os americanos exportam, cerca de 500 mil vão para o país asiático. Desta forma, o Brasil poderá ocupar o espaço eventualmente deixado pelos Estados Unidos com as sanções chineses. Em compensação, o que eles deixariam de oferecer para o país asiático seria redirecionado para outros mercados.

Em relação aos preços internacionais da pluma, referenciados na Bolsa de Nova York, Pessôa destacou que, com a mudança de posicionamento da China em relação às cotas de exportação, os preços vinham em trajetória ascendente, descolando-se da faixa de US$ 0,65 a US$ 0,70 por libra-peso e ficando próximos de US$ 1.

“Depois vieram duas correções. Uma por causa de chuvas no Texas e a da guerra comercial. Mas US$ 0,80, US$ 0,85 por libra-peso ainda é confortável para a rentabilidade dos produtores”, disse o sócio diretor da Agroconsult.

O número da consultoria para a safra de algodão 2017/2018 é um pouco menor que o da Anea. Uma área plantada de 1,187 milhão de hectares deve render 1,956 milhão de toneladas da pluma. Os principais pontos positivos são a repetição da boa produtividade da safra passada em Mato Grosso, maior produtor nacional, e a expectativa de índices bem próximos da safra anterior na Bahia.

Para a safra 2018/2019, a projeção é de uma área de 1,4 milhão de hectares e uma colheita de 2,296 milhões de toneladas da pluma.

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Data de Publicação: 11/07/2018 às 16:40hs
Fonte: Globo Rural
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