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Ainda de olho nas compras da China, milho inicia sessão desta 4ª feira com leves altas na CBOT

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o pregão desta quarta-feira (15) em campo positivo. As principais posições do cereal testavam altas entre 1,50 e 1,75 pontos, por volta das 8h57 (horário de Brasília). O vencimento maio/17 era cotado a US$ 3,64 por bushel, enquanto o julho/17 era negociado a US$ 3,71 por bushel.

As notícias de que a China teria adquirido entre 100 mil a 500 mil toneladas de milho dos EUA ainda continuam dando suporte aos preços. "A compra a termo pode ter sido em resposta aos receios de que os preços do milho chinês recuem na temporada de verão e que os grandes estoques do cereal no país são de má qualidade", destacou o analista da Futures International, Terry Reilly, em entrevista ao Agrimoney.com.

Por outro lado, a safra da América do Sul continua como um fator de pressão negativa aos preços do cereal em Chicago. Outro fator em pauta é a nova safra dos Estados Unidos.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Com rumores de compras da China, milho encerra pregão desta 3ª feira com ligeiras altas em Chicago

Depois das perdas registradas recentemente, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta terça-feira (14) com ligeiras altas, próximos da estabilidade. As principais posições do cereal finalizaram o dia com valorizações entre 1,00 e 1,25 pontos. O contrato maio/17 era cotado a US$ 3,62 por bushel, enquanto o julho/17 era negociado a US$ 3,69 por bushel. O setembro/17 trabalhava a US$ 3,76 por bushel.

Conforme dados reportados pelo site internacional Agrimoney.com, os preços foram sustentados pelos rumores de uma venda de 195 mil toneladas do cereal americano para a China. "Essa seria a maior compra única de milho dos EUA pela China desde 2013. E algumas especulações têm variado ainda mais, com um volume de até 500 mil toneladas", reportou o site.

Apesar dos altos estoques do grão no país asiático, o portal reforçou que "os suprimentos de milho de alta qualidade ainda são apertados". Darrel Holaday, da Country Futures, disse que a notícia é um "desenvolvimento interessante", mas acrescentou que "não tem certeza se é um sinal de longo prazo".

"Haverá muito milho disponível na América do Sul nos próximos quatro meses", completa o especialista. Ainda como suporte, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 120 mil toneladas do grão para o México. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2017/18.

E é justamente essa perspectiva de maior oferta na América do Sul que tem mantido o tom baixista nos preços, de acordo com os analistas de mercado. Além disso, o aumento nos estoques finais americanos, indicados pelo USDA na semana anterior, também contribui para a composição negativa aos preços da commodity.

Paralelamente, os participantes do mercado continuam observando o planejamento da nova safra americana. A partir de agora, as atenções de voltam para a produção americana, principalmente na área que será destinada ao plantio do cereal e também ao comportamento do clima nos EUA.

Mercado brasileiro

Mesmo com a leve alta registrada no mercado internacional e também no dólar, os preços cederam em algumas praças brasileiras nesta terça-feira. Segundo levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as cotações recuaram 3,57% em Jataí e Rio Verde, ambas praças de Goiás e a saca do cereal encerrou o dia a R$ 27,00.

Na região de Pato Branco (PR), a perda foi de 2,16%, com a saca a R$ 22,70. Ainda no estado, na localidade de Londrina, a queda foi de 2,08%, com a saca a R$ 23,50 e em Cascavel, a saca encerrou o dia a R$ 23,80 e recuo de 2,06%. Em ponta Grossa, a saca era negociada a R$ 26,00 e desvalorização de 1,89%.

Em Santa Catarina, em Palma Sola, a saca era cotada a R$ 24,00 e queda de 2,04%. No Porto de Paranaguá, a saca futura caiu 1,67% e finalizou a terça-feira a R$ 29,50.

Ainda conforme reportam os analistas, o mercado do milho continua mais ofertado do que comprador, o que tem deixado as cotações mais frágeis. "Com o avanço das colheitas regionais, a tendência de baixa no mercado de milho tem ganhado força", destacou o boletim da Radar Investimentos.

Já na BM&F Bovespa, as primeiras posições cederam mais de 1% no pregão desta terça-feira. O março/17 era cotado a R$ 34,54 a saca, já o maio/17 operava a R$ 30,53 a saca. O setembro/17 finalizou o dia a R$ 29,57 a saca. Apenas o novembro/17 apresentou leve alta, de 0,33%, com a saca a R$ 30,25.

Um dos importantes componentes na formação dos preços, o dólar fechou o dia a R$ 3,1993 na venda, com alta de 0,54%. De acordo com a Reuters, "os investidores esperam o encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, quando se espera que as taxas de juros do país sejam elevadas".

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Data de Publicação: 15/03/2017 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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