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A Tecnologia da Informação (TI) é considerada estratégica na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). Por esse motivo, os processos internos estão atualmente sendo revisados para garantir melhorias tanto na execução de projetos quanto na velocidade da comunicação. Com a aquisição, inclusive, de equipamentos novos, a expectativa é que os avanços do setor sejam percebidos tanto pela equipe interna de colaboradores quanto pelo público-alvo das nossas políticas, ou seja, os agricultores familiares.

À frente da Coordenação Geral de Modernização e Informática da Sead, também conhecida como CGMI, está Caio Roberto Ferreira Nahas. Com experiência de mais de cinco anos neste campo, ele, que é pós-graduando em Gestão e Governança da Tecnologia da Informação, fala com entusiasmo das perspectivas para as novas etapas do trabalho.

Quais são as metas da CGMI para este ano?

Desde o final de 2016 estamos reestruturando e reforçando a segurança e toda a infraestrutura tecnológica do setor. Além da aquisição de novos servidores e Storage, estamos trabalho também na manutenção de backups e atualização de antivírus, antispyware, pois sofremos muitos ataques. O nosso correio eletrônico (Zimbra) também está sendo reformulado, melhorando a velocidade e incluindo uma funcionalidade de chat proporcionando um bate-papo corporativo. Nosso objetivo é cuidar de toda a infraestrutura para desenvolver nossos sistemas com mais tranquilidade e segurança.

Há perspectivas de implementação de novos sistemas?

Sim, estamos trabalhando na implementação do GESIN (Gestão Integrada). Diferentes equipes dentro da Sead nos demandaram um sistema que integrasse todas as coordenações e áreas da secretaria. Este projeto começou pequeno e tomou grandes proporções. É um sistema dividido em módulos e cada módulo representa um setor. Por exemplo, tem o módulo do RH, do almoxarifado, do financeiro, de contratos e assim por diante. Todos eles se interligam e se comunicam, possibilitando que cada área saiba o que a outra está fazendo, o que está em andamento e chega como demanda. A ideia é que esse novo sistema substitua a intranet atual, minimizando tempo e dando mais transparência aos trâmites, sendo esse um mecanismo mais abrangente e eficiente para toda a Sead.

Existem outras demandas específicas?

Nossos sistemas estão em melhoria contínua. Por mais que não seja perceptível ao usuário final, nossa base está sempre sendo trabalhada. Seja nos pequenos problemas ou nos maiores, o suporte é sempre realizado. Por isso buscamos o aprimoramento, acrescentando novas funcionalidades para o usuário, como é o caso das folhas de pagamento, do sistema do Garantia-Safra, da Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), do Sisterleg, do e-mail (Zimbra), do Mais Alimentos entre outros 56 sistemas em produção – que incluem novos, como o Cadastramento do Agricultor Familiar (CAF) e o Sistema Eletrônico de Informação (SEI).

O que é importante destacar sobre o SEI?

O SEI será implantado para economizar tempo e dinheiro, economia de papel e agilidade no andamento processual. Por meio dele, toda a tramitação dos processos ocorrerá de forma eletrônica. O processo será simples: o documento deve ser criado dentro do próprio sistema ou importado através do scanner e em seguida poderá ser tramitado para outra área ou delegacia de forma eletrônica.

Tudo ficará registrado no próprio sistema. Por conta dele, está sendo providenciada também a aquisição de scanners de alta volumetria (alta produção) para dar conta do passivo de processos antigos. As máquinas já estão preparadas para receber esse sistema, que está sendo implantado em homologação para iniciar os testes e estará em produção até setembro. Será um passo muito importante, pois o sistema rodará com a versão mais atual, interligando as Subsecretárias e Coordenações da SEAD com o sistema da Presidência e da Casa Civil.

O novo sistema possibilitará o uso de assinatura eletrônica, acabando com o volume em papel, evitando também a perda de documentos. Haverá um histórico, onde tudo ficará armazenado, dando mais segurança.

Fale um pouco sobre os benefícios que as demais mudanças trazem.

O foco é melhorar nosso parque tecnológico, que até então estava muito deteriorado, com o Storage sobrecarregado e sem espaço para armazenamento. Nossos servidores, não tinham mais memória de processamento para gerar os novos sistemas. O Zimbra estava defasado, com uma versão que dava muitos problemas.

Agora estamos com um novo Storage, o que expandiu nossa capacidade de armazenamento, possibilitando tratarmos pontualmente cada caso e buscar unificá-los e melhorar a qualidade dos serviços. Onde houver necessidade para garantir a evolução dessas melhorias, pretendemos fazer os devidos ajustes.

No final de 2016, foi possível comprar 213 computadores e 30 notebooks, que foram distribuídos entre as Delegacias Federais e estão sendo configurados para serem distribuídos entre as subsecretarias e coordenações da Sead.

E quais são os grandes desafios dessa coordenação?

Estamos sempre trabalhando na melhoria do serviço, seja aprimorando nossos sistemas ou criando novos mecanismos. Sem dúvida nenhuma, a questão da segurança é sempre desafiadora, mas não posso deixar de citar aqui a questão financeira, que também segue sendo um grande desafio. Afinal, a aquisição de novos equipamentos de TI, como computadores e laptops, demanda alto custo de investimento, mas são indispensáveis para a melhoria do desenvolvimento do trabalho da equipe. Nosso quadro de pessoal também ainda está defasado, são poucas pessoas para coordenar muita gente, mais um desafio.

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